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Lições bíblicas da vida de Santo Antão


Imagem: As tentações de Santo Antão no deserto

Quando celebramos a vida de Santo Antão, nós celebramos uma realidade bíblica muito importante para a vida de todo cristão: a realidade das tentações em nosso deserto espiritual e existencial. Antão (ou Antonius, em latim) foi um monge egípcio do século III d.C., que muito cedo sentiu profunda paixão pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tomando o exemplo de Cristo, que foi levado ao deserto para ser tentado pelo Diabo, Antão vendeu seus bens e os deu aos mais pobres. Depois disso, viveu nos desertos do Egito durante toda sua vida; e lá foi tentado de diversas maneiras pelo Príncipe deste mundo.


As grandes lições bíblicas da vida deste grande santo, pai dos monges, estão ligadas à realidade do encontro interior com o Senhor a partir do encontro consigo mesmo no silêncio do deserto. Vencendo a nós mesmos pelo combate e vitória sobre os vícios e pecados caminhamos de mãos dadas com o Deus da vida.


Jesus foi tentado pelo Diabo nas dimensões da fragilidade humana: a fome, ligada a todas as necessidades corporais (Mt 4, 2), o poder, ligado ao ‘ter’ (Mt 4, 6) e a soberba, ligada à autosuficiência do homem (Mt 4, 8). Tudo isso que o Senhor passou adveio do pecado original, a grande invenção de Satanás, pois Eva, ao ouvir a Serpente, viu que o fruto da ‘árvore proibida’ era ‘boa ao apetite’ (fome), ‘formosa à vista’ (vejo e quero ter) e ‘desejável para ter conhecimento’ (autosuficiência) - Gn 3, 6.


Contudo, Cristo venceu as tentações do antigo Inimigo ensinando aos cristãos o verdadeiro sentido do temor de Deus e da vida neste mesmo Deus. Ensinou-nos com a prática de três grandes virtudes e que a Igreja conserva até hoje com os votos e promessas dos religiosos e consagrados: a castidade, pobreza e obediência. Virtudes estas que Santo Antão viveu, ensinou e converteu a muitos para o Reino celeste de Cristo.


Aos ataques da antiga Serpente para com nossas necessidades corporais, respondamo-na com a castidade; para com os ataques às nossas necessidades materiais, respondamo-na com a pobreza; e para com os ataques ao nosso ego e sensibilidade, respondamo-na com a obediência ao mandamento de Deus: ‘Amai-vos uns aos outros’ (Jo 15, 12). Façamos isso a exemplo de Santo Antão, vencedor dos vícios, no deserto de nossas vidas! Santo Antão, rogai por nós!  



Autor: Seminarista Pablo Henrique (3º ano de Teologia)

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